Domingo, 6 de Abril de 2008

Ela chegou...

Os pés descalços tocaram a areia e logo ali ela soube que estava em paz... Uma paz que a atormentava pois as imagens do passado, ela sabia, nunca desapareciam.

Consigo ver...

A sua expressão serena nada mais é que um engano à primeira vista. Quem olhar com atenção sabe que agora ela está perdida nos pensamentos, à procura de uma resposta ou de uma simples razão para não se afogar naquele mar de desilusões que se estende à sua frente.

Passo após passo... Ninguém sabe ao certo para onde se dirige, nem mesmo ela...

Vejo...

Com um movimento frágil limpa a lágrima que o seu coração deixou escapar e respira... Sente o ar a entrar nos pulmões e retoma o passeio.

 

- Porquê?

 

A pergunta viaja no ar e volta sem resposta.

O coração parece quer-lhe sair do peito... E é nesse instante que ela percebe que esse coração, o seu coração, ainda está com ela.

 

- Ofereci-to!

 

Disse ela... Baixinho como que nem ela própria quisesse ouvir tão cruel palavra.

Terá sido o seu amor em vão?

Terá sofrido às mãos do destino?

Ninguém sabe como responder...

 

Ela fechou os olhos? Não tenho a certeza...

Mas sei que se sente sozinha, que precisa de um abraço, de um ombro, onde desabafar, onde chorar sem receio de ver as lágrimas que derrama.

 

Como é pesada a saudade!!!

 

A areia envolve os seus pés e, logo de seguida, as ondas do mar arrastam esse refúgio...

Como a sua vida...

É verdade; houveram momentos em que ela estivera protegida, longe dos perigos, mas hoje ali está ela... À procura de sossego, ao encontro de sonhos que, em tempos, julgara ser a sua realidade.

 

- Não sei!

 

É tudo o que ela sabe...

 

- Não sei qual o caminho que escolheste!

- Não sei o que te levou a ir!

- Não sei que silêncio é este que todos os dias me ofereces!

- Não sei onde viste o erro!

- Não sei....

- Não sei porque não me dás motivos, porque não explicas, porque não estás aqui!

 

O vento liberta o seu cabelo e ela permenece...

De pé...

Olha o mar, olha o céu, e vai respirando como se o ar aliviasse a dor que ela carrega.

O vento acaricia a sua face e ela permanece...

Sozinha...

Fecha os olhos e vê a cara dele, o seu sorriso, o seu olhar.

 

- Como pude acreditar?

 

Outra lágrima que cai... Mais uma lágrima por ele...

 

Vejo...

Ela dá um passo em direcção ao mar, os olhos cerrados, como que guiada pela vontade de desaparecer.

Outro passo...

E pára!!!

A água cobre os seus pés, sobe aos tornozelos.

 

- Deixa-te ir!

 

Grita a consciência.

 

- Não posso aceitar a derrota.

 

É a resposta que ela encontra.

 

Tantos sonhos desfeitos, tantos motivos para chorar...

Mas ela sabe... Ele não merece!

Tantos desejos jogados ao lixo, tantas razões para chorar...

Mas ela sempre soube... A dor vai abrandar.

 

Tem dentro de si uma luta... Uma batalha que será eterna.

Entre a dor do coração (que não sabe viver sem ele),

E a certeza da consciência (que se recusa a levar com as culpas).

 

O sol esconde-se, é hora de deixar a lua brilhar.

O frio começa a fazer-se sentir mas ela não quer sair, não quer abandonar aquele instante de libertação.

 

No céu, anjos e demónios dão as mãos numa tentativa de transmitirem esperança.

Esperança...

Que esperança poderá ela ter?

Viu a sua vida a afundar-se nos destroços infindáveis do seu próprio coração!

 

Ela não sabe... Mas vai saber...

Que, um dia, terá nas suas mãos o destino deste mundo e será rainha no seu reino imaginário, moldado aos seus sonhos, pintado pelos seus desejos.

Um dia...

Não será hoje, não será amanhã...

Será num dia!

 

As primeiras estrelas aparecem no céu escuro, quase tão escuro como a sua alma, mas ela não as vê... As lágrimas são grossas e saem sem esforço.

 

- E assim acaba?

 

Mais uma pergunta a juntar a todas que faz sem ter quem lhe responda...

 

É então que vejo...

Sei que vi...

Um anjo desceu dos céus e envolveu-a com as suas asas macias e doces.

Ela ainda não sabe...

Uma sensação de paz envadiu o seu corpo em mil emoções que nunca antes sentira.

 

- Isto não é o fim!

 

As palavras que ela disse...

 

- É apenas o princípio!

 

Finalmente, percebera.

 

As ideias começaram-se a formar e a conclusão não tardou:

 

- Eu sei que serei forte, eu sei que terei momentos de fraqueza, eu sei que nunca me hei-de esquecer de ti mas também sei que não posso permitir que me atormentes, eu sei que sentirei saudades tuas, sei que haverá segundos que me esquecerei da tua cara. Tenho a certeza de que a tua presença nunca me abandonará mas não vou deixar que sejas uma sombra. Vou lutar... Não por ti, não por o teu amor, mas sim pela minha vida, pelos

sonhos que não conseguiste destruir.

 

E um anjo chorou.

 

Ela não sabe como foi capaz de pronunciar tais palavras... Palavras de esperança.

Tantas coisas que não sabe...

Mas sabe que não estará sozinha... Haverá sempre pelo menos uma alma no mundo que lhe faça companhia.

Tantas coisas que aprendeu.

 

E o anjo subiu aos céus... A missão fora cumprida.

 

Ela virou as costas ao mar...

O mesmo mar de incertezas, de sofrimentos, de apertos... De solidão.

E caminhou.

Sorriu...

E voltou de novo a ser ela.

 

 

 

Desejo, desde já, uma óptima semana a todos que me visitam.

Beijinhos para voçês...

Em especial para "aminhadortemoteunome" a quem dedico este post com todo o meu coração.

 



publicado por mafalda às 13:37 | link do post | comentar

21 comentários:
De Fugitivo a 6 de Abril de 2008 às 22:02
Ola O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 11:00
olá.
o futuro pertence a quem acredita no amanhã... um dia de cada vez.
beijinhos.


De Subjectividades a 7 de Abril de 2008 às 10:37
Olá minha querida!

Gostei tanto deste post, senti tanto este post que aquela mulher que ali retratas poderia à vontade chamar-se Isabel!

Bjinho e um bom dia


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 11:06
olá, linda.
escrevi o post baseando-me no que conheço de "aminhadortemoteunome" mas tem um pouquinho de mim (um pouquinho de todos que já viram o mundo a desabar)...
só espero que a última parte também possa retratar a mulher que se chama Isabel... aquela parte em que ela vira costas à vontade de desistir e caminha rumo a um novo destino.
continuação de um bom dia.
beijinhos.


De Subjectividades a 7 de Abril de 2008 às 11:44
Pois minha querida essa é a parte que melhor retrata esta Isabel....desistir nunca! entender sempre e continuar a caminhada.
É muito bom caminhar e encontrar pessoas como tu no meu caminho.

Beijinho grande


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 13:31
é dessa força que falo...
desistir? naaa...
obrigada. não sei se foste tu que me encontraste ou eu que te encontrei, mas uma coisa é certa: os nossos caminhos cruzaram-se.
beijinhos.


De João Cordeiro a 7 de Abril de 2008 às 11:32
Mais um texto digno de constar num livro que pudéssemos encontrar em qualquer escaparate de uma livraria.

“Ela virou as costas ao mar...

O mesmo mar de incertezas, de sofrimentos, de apertos... De solidão.

E caminhou.

Sorriu...

E voltou de novo a ser ela.”

Todos nós pelas razões expostas deveríamos nestes casos virar costas ao mar e caminhar de frente e sorrir.
Mas, por vezes não o conseguimos da forma que pretendemos.
Por vezes sento-me em frente às águas revoltas nem feliz, nem infeliz à espera de alguma coisa, sem saber o quê. A serenidade, mas no embrutecimento. Talvez este estado seja o que leva ao paraíso perdido, como me aconteceu uma ou duas vezes, quando tinha treze ou catorze anos de idade.
O poder de se abstrair, de fugir na ponta dos pés, de fechar suavemente a porta no nariz dos outros e entrar em devaneio em ocupações irreais, fora do tempo e do próprio espaço. Ao longo da minha vida, sempre tentei reconstruir de novo esses momentos. Para isso, usava todos os recursos que me estavam mais à mão, o álcool, o erotismo, a violência, o poder, o delírio, ou o embrutecimento. Nunca satisfeito e sempre enfurecido.

Um beijo

Ps: Não recebi mail :-(


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 13:34
a verdade é que nem sempre temos a força necessária e acabamos por arranjar uma escapatória (o que por vezes não é a melhor escolha fazer).
vou tentar reenviar o mail...
e ainda não esqueci que falta concluíres a história...
beijinhos.



De João Cordeiro a 7 de Abril de 2008 às 14:48
Querida Jianna!
"um dia fui dar uma volta de carro sem destino", dizes... parece que, afinal, o destino era mesmo esse: dares uma volta de carro.

Sim, de facto era eventualmente esse o destino.
Em geral, a depressão atingia-me quando não conseguia chamar a atenção das mulheres bonitas, por isso a cura vai nessa direcção. Por isso se não consigo conquistar a mulher bonita quando estou deprimido, a depressão aumenta e aí tento conquistar uma mais bonita ainda.
Com o passar dos anos certas partes do corpo mudam de consistência, fazem um câmbio, uma verdadeira inversão de valores: aquilo que era duro fica mole e vice-versa.
Estava a ver se te esquecias da história 
Lembraste onde tinha ficado? Pois… Embora me tivesse confessado, não gostar dos meus livros, a jovem falava de um em particular em que um personagem que dava pelo nome de Victor se suicidava.
- Victor suicidou-se realmente?
- Victor não se suicidará mais, prometo.
A jovem dava pelo nome de Rita. Muito bem Rita, Victor ressuscitará de propósito para ti.
Ela é bonita e emana um cheiro muito agradável. Um odor a maçã invade-me as narinas.
Mandamos vir mais bebida. Rita segreda-me que é estudante de psicologia, quer ter dois filhos e um marido ciumento.
Lembro-me do suicídio de Victor. Recito-o em surdina “quando ele chegou ao escritório, como todas as manhãs, notou que a empregada de limpeza, pela milésima vez tinha invertido o pisa-papéis e o cinzeiro. Compreendeu então que a sua ordem no mundo nunca seria admitida. Abriu a janela e pulou.”
Rita larga uma estridente gargalhada.
Comer é a melhor maneira de competir contra o álcool. Assim, convidei Rita a comermos qualquer coisa.
-Aqui?
- Não! Exclamei com a voz arrastada, não sei se pela enorme beleza se pelo excesso de álcool.
- Tenho ali o carro.
Saímos e tentei encontrar o carro… Finalmente e após umas centenas de metros dei de frente com o Peugeot 206 cinza metalizado.
Encontrámos no carro. Rita ao meu lado emanou um belo sorriso.
Deverei contar mais? Será que não irei desvendar um dos meus mais herméticos segredos, aqui num comentário?
Mereces…
Rodámos alguns quilómetros, através de vinhas e pinhais, viramos à esquerda. Um pouco mais à frente, a estrada alargava. Muitas luzes, muitos carros. Viro de novo à direita e estaciono o carro frente a uma construção branca com persianas amareladas, iluminadas por um néon doentio.
- Uma pergunta, João.
- Diz.
- Já alguma vez experimentaste o amor verdadeiro?
Silêncio.
- Sim, mas incompleto. Era muito jovem na época e não soube ir até ao fim das coisas.
- Outra pergunta. Estás pronto a tentar, agora, amanhã, a mesma experiência? A tentativa de um grande amor?
- Não! Tenho medo. Não será fácil encontrar uma mulher narcisista como eu. Não quero fracassar de novo. Já não tenho tempo…
Rita disse-me que um homem como eu só podia gerar o medo, mas um medo muito bom.
- Descemos? – Perguntou ela.
Tem um ar grave e sério. Parece mais desajeitada. Entrámos. Há um bar e atrás do bar um homem que coça o nariz. Está um calor peganhento. Pedimos whisky. Ela olha-me com olhar lapidado. Bebemos sem falar. Eu acendo um cigarro, as mãos tremem-me um pouco. Eu tento dissimular, tossindo um pouco.
- Aqui? – Pergunta em surdina. Tem os olhos fixos, um vinco de amargura nos lábios.
- Se quiseres!
- Sim, quero.
De repente ela volta à vida.
- Sim, aqui ou noutro local. Não importa onde. Quanto mais anónimo, mais nós imaginaremos, mais nós inventaremos.
- Mas Rita, eu tenho idade para ser teu pai.
- E?
- Que encontras em mim de diferente?
- O Homem…
Eu sentia-me enjoado… as palavras e o excesso de álcool estavam a formar uma mistela que me turvavam a vista e pior… a mente.
- Adoro a tua voz… adoro as tuas mãos… para mim isso chega.
- Rita… Rita… tenho 46 anos e sinto-me completamente dominado por ti. Não sei que dizer, não sei que fazer…
Levou um dos dedos junto dos meus lábios, e em surdina disse-me:
- Quero fazer amor contigo.

Depois... contarei mais????


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 14:57
isso é uma pergunta?
é claro que contarás mais...
enviei o mail, parece que não está a resultar.
beijos.


De João Cordeiro a 7 de Abril de 2008 às 15:17
Manda para j.cordeiro@cgd.pt
Prontes... até já sabes onde trabalho...

Que comentário tão curtinho :-(


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 15:31
deixa lá...
quanto tiveres tempo escreves um comentário "à joão", lol.
vou tentar mandar o mail.
beijos.


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 17:03
agora temos um dilema...
o "que comentário tão curtinho" era para mim?!
estou à espera do resto da história... só depois poderei dizer alguma coisa.
beijos.


De João Cordeiro a 7 de Abril de 2008 às 17:31
O resto aqui?
RRRSSSSS


De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 19:49
não tem que ser aqui.
beijos.


De Just Moments a 7 de Abril de 2008 às 19:43
Olá Querida Amiga!!

Desculpa só agora ter vindo aqui..mas claro que já tinha visto..e reparei que realmente foi a pensar em mim..

Não desistirei e ainda bem que nos encontramos..
Nunca vi homenagem tão bonita..acho que fiquei
e e muito muito feliz

claro que também lá vieram umas , mas foram de felicidade!!

OBRIGADA::ADOREI!!

ps.e como te disse gostava de o por no meu blog..a dizer feito para mim pela minha querida amiga jianna!!

dp diz-me se posso...



De mafalda a 7 de Abril de 2008 às 19:51
olá.
podes pôr no teu blog, não há problema...
e deixa lá isso de "só agora ter vindo aqui", tivemos uma conversa muito interessante no teu blog...
estou contente por teres gostado (já te tinha dito).
beijinhos.


De jangadadecanela a 8 de Abril de 2008 às 10:01
olá, entrei hoje no teu blog pela primeira vez e li este texto sem querer parar até ao fim... adorei... parabéns!


De mafalda a 8 de Abril de 2008 às 14:13
olá.
obrigada pela visita e também pelas palavras...
espero que voltes mais vezes... volta sempre!
obrigada, também, pelo elogio.
beijinhos.


De divaegugas a 8 de Abril de 2008 às 10:09
é a primeira vez que venho ao teu cantinho e já me puseste a chorar que nem uma perdida..em pleno escreitorio...isto promete...Este post é simplesmente lindo..até me embrulhou o estomago... escreves de tal modo que quase me pareceu real...

beijinhos


De mafalda a 8 de Abril de 2008 às 14:07
olá.
bem-vinda sejas ao meu blog e obrigada pela visita.
espero que voltes mais vezes...
quanto ao post, só tenho a agradecer as palavras, o elogio, que deixas ficar.
OBRIGADA!!!
beijinhos.


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