Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

 

"A Walk To Remember"...

"O Pequeno Rei Mário"...

Este é o terceiro texto que te dedico...

Prevalece a esperança de, algum dia, os leres.

 

Estava no banho... Hoje, bem cedo.

A água saía a escaldar mas ao chegar ao meu corpo nada mais era do que gelo.

O vapor transformava-se em nevoeiro à medida em que os meus olhos se fechavam.

Rodei a torneira.

A água não poderia estar assim tão fria... Pareceu-me impossível!

Mas a torneira não dava mais, tinha atingido o máximo.

Senti-me tão perdida, tão incapaz...

Por momentos imaginei o mundo que me é exterior; as paisagens, as pessoas...

Tu.

E não pensei em mais nada.

Não sei de ti.

Sinto-te perto mas não tenho certezas pois sempre te senti comigo.

Não sei se estás a escassos metros de distância ou se estás naquela cidade (a mais alta)...

Não sei, sequer, se estás...

Se me dissessem que eu iria chegar a este ponto, eu diria que só podiam estar a gozar.

Foi no momento em que te perdi que soube o valor que tens.

Mas sempre te guardei perto do meu coração, tu sabes (foram tantas, e tão poucas, as vezes que eu to disse!), só não esperava que o teu nome ficasse gravado desta maneira tão profunda... Impossível de sair.

 

Conheces aquele tipo de massa em forma de letras?

Se eu tivesse que escrever o teu nome não hesitaria...

Optava por arroz.

 

Um dia, na nossa segunda escola, estavamos todos juntos.

Eu, tu, elas, eles... A maior parte da turma.

Não sei o que nos levou ali (tantas coisas que não sei!), mas ali estávamos... Todos juntos.

Não sei quem começou a falar ou porque o fez.

Apenas ouvi a Marinha a dizer alguma coisa sobre arroz.

E eu, tão inocente, disse que não sabia cozinhar arroz.

O que fui eu dizer?

Elas, incrédulas, perguntavam "o quê?", e a Marinha dizia que eu deveria ser filha da mãe dela...

Tu, tão querido, disseste que só sabias fazer sandes de cacau.

As palavras deixaram de viajar na minha direcção... Agora o alvo eras tu!

Sandes de cacau?

Ainda hoje não sei se falavas a sério mas uma coisa é certa: eu e o meu "não arroz" foram esquecidos.

 

Nesse mesmo dia, nesse mesmo local...

Estavas sentado em cima da mesa e eu estava à tua frente, numa cadeira...

Dei comigo a olhar para ti. E só dei comigo a olhar para ti porque a Sónia ria-se, ria-se, ria-se e eu fui obrigada a olhar para ela.

Foi nesse instante que percebi que o risso dela devia-se à minha expressão ao olhar para ti.

Naquela época dizia-se "toldada"... Fiquei toldada.

Não pensei em nada. Sabes?

Nem sequer pensei que estava a olhar para ti.

Estava só... A olhar para ti.

 

Num outro dia, nesse mesmo local...

Partilhámos um gelado.

Foi a primeira vez... E também a última.

Perguntei:

- Queres?

E tu aceitaste.

Era um corneto de morango. Nunca fui grande apreciadora de cornetos de morango mas, naquele dia, sem saber porquê, foi o que escolhi.

Ora tu, ora eu... O gelado foi desaparecendo.

Foi assim que aconteceu. Ali, em frente de todos, partilhamos um gelado com a maior das naturalidades e eles e elas, aqueles que sempre nos faziam companhia, não foram capazes de proferir um única palavra.

Limitavam-se a olhar...

E eu tenho uma teoria para isso: 

O gelado era nosso...

Meu e teu...

Eramos nós...

Tu e eu...

E de nós já eles esperavam tudo.

 

Não há muito tempo (e digo "não há muito tempo" se comparar com os acontecimentos em cima relatados), estavas tu na cidade alta e eu... Aqui!

Estava preocupada contigo.

Mandei-te uma mensagem e esperava ansiosa pela resposta.

Nunca foste de me fazer esperar mas, naquela noite, demoraste um tempo que me pareceu eterno.

Até que o telefone tocou...

Corri para lhe pegar, para ler as tuas palavras.

E disseste:

Que não me tinhas esquecido ("não esqueço a menina") mas tinhas tido um acidente de automóvel à saída do treino de andebol.

Acidente? Fiquei tão precupada...

Acalmaste-me... Disseste que tinha sido só um toque, nada demais.

O teu amigo distraíu-se ao sair do estacionamento e foi bater noutro carro...

Nada demais. 

Mas foi preciso resolver e foi por isso que a tua resposta demorou.

Então perguntaste-me se eu sabia fazer arroz.

Ri-me tanto!

- Não!

Respondi.

- Ainda não!

Chegaste tarde a casa (por causa do acidente), disseste, e ficaste sem jantar. Agora tinhas de preparar alguma coisa para comer.

Dei-te umas ideias. Cebola, azeite, água... Era assim que eu via o arroz a ser cozinhado.

Não te quis maçar mais. O dia não te estava a ser favorável.

Era tarde... Estavas cansado das aulas, do treino, do acidente...

No dia seguinte disseste-me que nem sequer tinhas posto sal. Que tinha ficado uma pasta tipo cola, que não estava minimamente comestível.

E depois contaste-me como é que tu e os teus amigos (companheiros de casa) se livraram do dito arroz.

Ri-me tanto... Outra vez!

 

Provocas em mim uma sensação de não saber como as coisas acontecem...

É isso que penso!
 

Não sei que caminhos me levaram até ti...

Não sei que palavras foram ditas para que também tu falasses.

Não sei o "antes"...

Não sei o "depois"...

Apenas sei que cada momento passado contigo é cada momento que não esqueço.

 



publicado por mafalda às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (22)

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

 "O pequeno rei Mário" é uma série infantil que, actualmente, a rtp2 transmite.

Mário torna-se rei aos nove anos mas não deixa de ser criança.

Este texto vem na sequência de "A Walk To Remember " e, mais uma vez, é feito de recordações...

Recordações, é certo, mas não deixa de ser real.

 

 

Ela viu-me ao longe e não esperou que eu chegasse. Pegou na sua energia e foi ao  meu encontro.

- Eu vi-o!

- Viste quem?

- O Cristóvão.

O Cristóvão... Passei três meses a ouvir falar no Cristóvão... Mas não era possível que ele estivesse ali, ela tinha-me dito que ele ia para o Luxemburgo.

- Ele não foi para o Luxemburgo?

- Claro que foi! Mas eu vi um rapaz igualzinho a ele, estou mortinha por to mostrar.

Era o primeiro dia de aulas (os anos que já se passaram!) e sabíamos que a nossa escola iria deixar de ser nossa.

Fomos os primeiros alunos daquelas instalações, ainda não estavam as obras acabadas quando lá chegámos... No ano anterior.

Naquele dia sabíamos que novos alunos iriam chegar, mais pessoas que se iam meter entre nós e as paredes que guardaram os nossos segredos durante um ano.

- Anda!

O entusiasmo dela deixou tudo esquecido. Ela queria-me mostrar o "Cristóvão" e nada a parava.

- Não vais acreditar! Estava a ver se já tinhas chegado quando o vi, ele estava ao cimo das escadas. Aquelas escadas cá de fora. É tão parecido com o Cristóvão... Por momentos pensei mesmo que era ele.

A nossa busca pelo "Cristóvão" não deu grande resultado...

A campainha tocou, ela ficou chateada por não ter mais tempo e eu fiquei aliviada por me livrar daquela procura.

Quando chegamos à sala a minha vida começou.

- Olha ele!

Eu olhava mas não via quem quer que fosse.

- É ele, é ele!

Ela falava baixo e sem dar nas vistas mas não parava de olhar para ele, o seu "Cristóvão".

Não vi, não quis ver, não quis olhar. Já sabia como ela era: agora era o "Cristóvão", amanhã era o "Carlos", etc.

Mesmo quando entrei naquela sala, a sala de ciências, não reparei em ti. Eram muitos rostos diferentes misturados com os rostos do ano anterior... As apresentações começaram; um a um, iamos dizendo os nossos nomes, a morada, o número de telefone.

Ela quis apontar o teu número (sabe-se lá porquê) e eu fiz-lhe a vontade.

O número, o teu número, nunca nos foi útil, nunca o utilizámos, nunca, sequer, pensamos em utilizá-lo. Mas foi nesse instante...

Virei-me e vi-te. Estavas atrás de mim, na mesa em que bastava eu olhar por cima do meu ombro para te ver.

Pensei que ela não estava boa da cabeça... Eras tu o seu "Cristóvão"? Não podias ser o "Cristóvão" de alguém por que eras o meu...

Esperei que chegasse a tua vez para ouvir o teu nome.

- Mário.

Disseste.

Eras o meu Mário!

Quando a hora terminou só de ti ouvi falar... Mas ela continuava a chamar-te de "Cristóvão" e eu tinha de a corrigir.

Aquele dia foi assim... Era dia de apresentação!

Um dia que se resumiu a uma hora... A primeira hora em que estive na tua presença.

Eu e ela voltamos para casa e todo o caminho foi "Cristóvão" e, sem parar, eu corrigi-a.

- Pára lá com isso! O rapaz chama-se Mário.

Foi então que ela disse que o Cristóvão passara à história.

Não me preocupei... No dia seguinte ela já te tinha esquecido.

 

Eras diferente.

Eramos apenas pequenas crianças com o mundo para descobrir e eu não sei porque foste tu aparecer.

Porquê tu?

 

Acreditas no destino?

 

Mas eras diferente.

Esses dias foram passando e, mesmo que nem sempre nos tenhamos dado bem, sempre mexeste comigo.

Não disse que gostava de ti, nesses tempos, não o disse a ti nem a ninguém.

Talvez nem eu própria acreditasse nesse sentimento mas é hoje, ao recordar-te, que as minhas certezas não deixam dúvidas: sempre gostei de ti.

 

Escrevi-te uma carta.

Podes pensar que foi uma coisa de menina. Uma coisa normal de crianças... Mas, se o pensaste, sabes que te enganaste.

Eu acho que sempre soubeste que eu gostava de te escrever e tu? Tu lias-me; era o que eu precisava.

Não escrevi os meus sentimentos, eu queria negá-los, apenas escrevi que a tua presença mudou a minha vida, e não menti.

Uma vez, estavamos na sala multi-média (se assim se pode chamar) a ver publicidade. Parece ridículo... Tinhamos de prestar atenção ao número de vezes que cada produto passava em determinado tempo de publicidade. Naquele tempo, os champos sagraram-se vencedores. Não sei o que nos levou a esse estudo, não sei para que serviu a conclusão, apenas recordo a nossa conversa sobre os teus olhos.

Nunca tiveste jeito para lidar com elogios mas, naquela hora, falamos dos teus olhos. Porquê?

Não sei.

 

Acreditas no destino?

 

Essa carta (quantas se seguiram?) foi depois desse dia.

Não recordo tudo o que escrevi...

Apenas tenho a certeza que mencionei esta viragem que ainda hoje não acentou e a cor dos teus olhos.

Estava indecisa, sabes? Tu não eras como os outros rapazes (nunca foste). Eu não sabia como irias reagir, até porque as coisas não começaram bem entre nós.

Depois do dia da apresentação tivemos tantos arrufos, tantas pequenas discussões que passados poucos minutos tinhamos esquecido!

Mas a carta... Estava nas tuas mãos.

Quis fugir, esconder-me de ti para não ter de te enfrentar.

Apanhaste-me fora da escola, era hora de ir para casa, mas mesmo assim apanhaste-me e disseste:
- Os meus olhos são castanhos.

Nem mais uma palavra...

Sei que os teus olhos são castanhos, tive vontade de responder.

Eu não disse nada, percebi que aquela era a tua maneira de dizer "li a carta".

 

Sempre foste tão diferente...

Eras apenas um menino mas tinhas, e tens, alma de sábio.

 

Na outra escola, a poucos quilómetros da primeira, já nós eramos "crescidos" (sem nunca deixar de ser criança).

E foi nessa escola que aconteceu a maior prova da angelidade que possuis.

Foi um momento que muitos podem considerar sem importância, talvez tu já o tenhas esquecido, mas eu não esqueço, não posso esquecer.

Lembras-te da tua lista?

Tinhas uma lista com o nome dos cd's que querias comprar e, um dia, mostraste-ma. Eu não percebi, nunca fui boa a perceber a tua letra, mas sabia que era o teu objectivo.

Sabia, e não era segredo para ninguém, que tinhas uma queda para a música... Aprendi tanto contigo!

E aquela lista era a lista dos teus desejos mais preciosos e, no entanto, eram apenas nomes de álbuns e grupos... O que de mais importava para ti.

Foi então que num dia, numa aula de métodos calculativos, chamaste-me muito baixinho, sem que a professora ouvisse, sem que mais alguém ouvisse.

E eu olhei...

Olhei para trás e tu tiraste um cd.

"Issues", Korn.

Já me tinhas falado nesse álbum, já tinhamos trocado ideias sobre o primeiro single.

E ali estavas tu, feliz, com ar de criança que ganha o seu primeiro brinquedo.

E eu quis brincar contigo, quis dizer-te umas coisas e ver a tua reacção.

- Empresta-mo!

- Mas, Mafalda, comprei-o hoje.

- Trago-to amanhã.

Sem perguntas, sem contrapartidas, passaste o cd para as minhas mãos e voltaste a prestar atenção à aula... Como se nada tivesse acontecido.

 

Tive de parar de escrever este post.

Tive de sair desta sala

Tive que ir lá fora ver se o mundo ainda estava de pé.

As lágrimas vão saindo, sabes? Não é de dor, é por recordar, é por ainda não ter percebido a tua atitude desse dia.

Como é que foste capaz de me entregar o cd se tanto valor lhe davas? Eu sabia. Eu sabia que, para ti, aquele cd era um pequeno tesouro. Estavas tão entusiasmado por o ouvires... Mas esperaste... Esperaste que eu o ouvisse primeiro.

Sem condições, sem dizeres "promete que o trazes amanhã"... Nada!

Não sabes que foi aí que as minhas defesas cairam e eu rendi-me, finalmente, a teus pés.

 

Acreditas no destino?

 

Estava disposta a esquecer...

Estava quase a esquecer-te...

Até ver o nome de um filme, o título de uma música, a matrícula com as tuas iniciais...

Até que ontem liguei a televisão e no canal dois aparece o genérico de uma série infantil... "Pequeno Rei Mário".

E eu disse:

- Pequeno Rei Mago.

Desta vez foi alguém que me corrigiu:

- Rei Mário!

 



publicado por mafalda às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (22)

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

O que é que acabou de acontecer?

Como é que é?

Ainda não percebi... Acho que estou um bocado baralhada com as últimas ocorrências.

Os tipos da sic enganaram-se no resultado?

Ah! Não! Eu vi os golos...

Então é verdade!

Será?

O treinador do Benfica estará a dizer que houve um pénalti não assinalado sobre o Luisão ?

E eu pergunto:

- Oh senhor Chalana , de quantos pénalties precisou o Sporting para marcar cinco golos em quarenta e cinco minutos?

Começo a pensar que a moda é mesmo culpar o árbitro e fechar os olhos aos problemas sérios.

Os "gatos" foram ao estádio... As câmaras da sic divertem-se a focar o Ricardo Araújo Pereira enquanto o Chalana fala... Apoiado ! Ao menos as atenções focam-se em alguma coisa que interessa.

O Paulo Bento também não sabe o que está a dizer... Mas ganhou e é isso que lhe importa.

Ainda estou para perceber como raio é que aconteceu.

Cá para mim a culpa é dos adeptos leoninos.

Ora vejam: aquela malta pôs-se a mandar umas cenas de fumo para a baliza do Quim , e o que era aquele fumo? Não podia ser nada de normal... Eu não chamava a PJ, mas chamava aqueles senhores que fazem despistagem de drogas (talvez seja mesmo a PJ). Os defesas do Benfica foram drogados... Só pode.

Vou mas é tirar a minha camisolinha e pendurá-la muito bem penduradinha ... Sim, porque eu dou mais valor a esta camisola do que aqueles marmanjos que andam no relvado a passear e a serem pagos a preço de ouro.

Agora a sic entretém-se com a reacção dos adeptos... Hoje não há pancadaria?

Como estava a dizer... Vou pendurar a camisola, o cachecol... Arrumar o meu estaminé pessoal. E vou para a cama a piar baixinho...

O Sporting mereceu... O resultado diz tudo. Basta dizer "5-3" e acabam-se os argumentos.

É escusado culpar o árbitro (se bem que continuo a achar suspeito aquele fumo em volta da baliza do Quim ).

Pode haver quem diga que houve um pénalti sobre o Di Maria... Mas eu digo "o senhor árbitro mostrou cartão amarelo ao Di Maria nesse lance, por suposta simulação, mas foi também esse senhor árbitro que perdoou o segundo cartão amarelo ao Di Maria (e respectivo vermelho) quando o jovenzinho chuta a bola depois de assinalado um fora de jogo".

Não vamos arranjar bodes expiatórios... O Benfica não está bem e isso não é segredo.

Parabéns ao Sporting... Só espero que arrase com o Porto.

E, por falar em Porto, volto ao Benfica. É que o próximo jogo é com o Porto (vai ser mais lindo do que feio).

Mantenho a confiança nos meus rapazes (eu e os meus sonhos!!!), vamos ganhar... Vamos ser campeões... Ups ! Parece que já não vamos a tempo!

É como digo, vou a piar baixinho para o meu quarto, sem arranjar desculpas, nem sequer vou pensar muito nisso...

5-3!!!

Está tudo dito!

Próxima etapa: FCPorto !!!

 

Este post foi escrito de cabeça quente mas tenho a certeza que, amanhã, quando o ler, não vou querer alterar uma única palavra. O Sporting fez por merecer, foram cinco golos em quarenta e cinco minutos num jogo contra o Benfica... Não era uma equipa da terceira divisão!

Parabéns!!!

 


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publicado por mafalda às 22:33 | link do post | comentar | ver comentários (10)

 

As minhas queridas amigas coisasdocoracao e bichana ofereceram-me este miminho:

 

 

 

Como mandam as regras, terei de nomear cinco blogs...

Cinco blogs que adoro visitar.

E eles são:

 

 - lágrima tua

 - puros instantes

 - coisasdecoracao

 - sopa de poemas

 - c911eutopias

 

Agora as regras:

 

 - este selo deve ser atribuído aos blogs que considerem "mimosos" (ou seja, blogs que considerem ternurentos, simpáticos e agradáveis de se visitar)

 - apenas quem recebeu este selo pode publicá-lo indicando o,link da pessoa que o atribuiu e posteriormente o link de cinco outras pessoas a quem deseja atribuir o selo

 - deve exibir a tag do selo no seu blog

 - (opcional) poderá fazer publicidade a quem teve a ideia para este selo, neste caso a blogista de cozinhar com os anjos

 

Obrigada por este miminho tão querido!!!

Queria nomear todas as pessoas que me visitam mas, felizmente, penso que já todos foram nomeados.

 

 



publicado por mafalda às 14:03 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

 

"A Walk To Remember"... É uma obra de Nicholas Sparks.

Tal como "Message In A Bottle" ("As Palavras Que Nunca Te Direi") e "The Notebook" ("O Diário da Nossa Paixão"), "A Walk To Remember" foi adaptado ao cinema.

Na sua tradução para português o livro dá pelo nome de "Um Momento Inesquecível" e o filme "Um Amor Para Recordar".

 

 

 

Domingo à noite, estava a fazer a minha ronda pelos canais, nenhum programa foi capaz de me cativar então continuei, continuei, continuei... Até que chego ao TvCine4 e, mesmo antes de aparecerem imagens, apareceu a faixa azul e preta que indica o nome do filme que está a passar e o próximo.

Logo ali eu parei...

"Um Amor Para Recordar", estava escrito.

Não vi, confesso.

Não quis ver.

 

Quantas vezes folheei o livro?

Quantas vezes o fiz ao pensar em ti?

Quantas vezes vi o filme sem pensar em ti?

Quantas vezes o vi sem chorar?

"Sempre!", é a resposta às primeiras duas perguntas.

"Nunca!"; é a resposta às outras duas.

 

É estranha a maneira como a vida dá a volta e só nos apercebermos no final... Quando não bate certo.

 

Não quis cair na tentação de voltar a esse canal, de voltar a ver aquelas imagens de um amor impossível... Os amores de Nicholas Sparks são sempre impossíveis.

Fui visitar blogs de pessoas que me dizem capaz de prosseguir, de te deixar esquecido.

Um após o outro...

Até chegar à "Bichana" e à música que ela escolheu...

"I want to know what love is, I want you to show me,

I want to feel what live is, I know you can show me"

 

Quantas vezes ouvi este refrão e pensei em ti?

Quantas vezes o ouvi sem que o aperto no coração desse sinal?

Sempre e nunca.

 

Estava traçado...

 

Hoje dei comigo atrás de um carro com a matrícula MJ... As tuas iniciais.

Se pensei que te esqueci, estava muito enganada.

 

Digo para mim que te esqueci, que não quero saber, que já não importas...

Mas na hora de dormir é em ti que penso, é a ti que vejo, é por ti que chamo.

 

Memórias vão passando por mim.

Segundo a segundo...

A última conversa, a última mensagem (à qual não respondeste), a última vez que te vi.

 

Estava a sair do parque de estacionamento do estádio, lembras-te?

Tive de parar para dar prioridade a quem passava na rua principal.

E tu passaste...

Estava perdida nos pensamentos quando te vi... Sem ter a certeza que eras tu.

Cumprimentaste-me.

Levantaste a mão e seguiste.

Fiquei, por momentos, a pensar se eras tu, se era imaginação.

Quando entrei naquela rua, já tu ias distanciado de mim.

Parei para ir ao supermeracdo e fiquei a ver-te.

Seguiste...

Por aquela rua interminável até ao momento que deixei de ver o branco do teu carro e voltei a mim.

Apenas eu voltei a mim... Pois nada voltou a ser o que era.

Não recordo as horas que se seguiram, estava demasiado nas nuvens para o fazer.

Quando cheguei a casa peguei no telemóvel e a mensagem foi curta:

"Olá"

E tu dizes:

"Olá... Vi-te hoje"

Eu digo que sim, que não tinha a certeza que eras tu (foi tudo muito rápido) mas que já não tinha dúvidas.

Tu concordas...

Foi a última vez que te vi em pessoa (estás sempre nos meus sonhos) e foi a última conversa que tivemos... A última conversa real (falo contigo todas as noites).

 

Eu sei que já não andavamos bem, nós já não eramos "nós".

Nem sei porque escrevo no plural, por vezes tenho a sensação que "nós" era "eu", mas não te culpo. Talvez eu tenha sonhado em demasia, talvez eu visse sentimentos onde eles não existissem, talvez eu...

Talvez eu te tenha dito que te amava e talvez tu tenhas achado cedo demais.

Talvez...

Dez anos... Cedo demais?

Ainda hoje não te percebo.

Talvez o que tu visses em mim não fosse aquilo que eu via em ti.

Mas condenas-me por isso?

Achas que o teu silêncio vai mudar alguma coisa?

Juro que não te percebo!

 

Por vezes, ao pensar em ti, sorrio e nos meus olhos formam-se lágrimas que não travo.

Sorrio e choro...

Não é assim o amor?

 

Há sempre um minuto por dia em que tenho vontade de pegar no telemóvel e apagar o teu nome... Nunca o faço.

Há sempre um minuto por noite que quase levanto a cabeça da almofada e abro a gaveta disposta a rasgar as tuas recordações... Nunca o fiz.

 

Recordo aquela que foi a nossa última conversa cara a cara.

A última conversa séria.

Aquelas palavras que disse, que disseste... E eu ouvi a tua voz.

Foi num sábado à noite (o tempo que já passou!), em frente à Câmara Municipal, na rua que dá para o bar do costume.

Estavas tu com os teus amigos quando me viste a aparecer e eu notei que o teu sorriso foi sincero.

Distanciámo-nos do grupo, encostaste-te a um carro e eu permaneci de pé... E falamos, falamos.

Houve um ou outro momento em que fomos interrompidos; como aquele instante em que um amigo teu (o nome não ficou na minha memória) pediu-te o telemóvel emprestado, ou quando outro se aproximou para dizer não sei o quê (estava demasiado perdida em ti para me lembrar) e tu apresentaste-me. Esse teu amigo diz-me "ele disse-me que gosta de ti" e eu "pois gosta", o mesmo amigo que te diz "ela disse-me que gosta de ti" e eu "é verdade"... Tu sorris, com esse sorriso que só tu sabes ter. Eu sorrio, também.

As verdades que se diz sem se saber!

Ficámos mais uns minutos. Minutos que me pareceram meros segundos.

E tu foste... Eu vi-te a ir... E fui...

Fomos para longe!

Depois disso, só um cumprimento, só um olhar.

 

Como foi que aconteceu?

Porquê?

 

Não sei nem tão pouco sei se sabes.

 

Fui eu?

Foste tu?

 

Acho que não quero saber.

 

Quem me dera que descobrisses este meu cantinho e lesses tudo aquilo que eu tanto te quero dizer.

Quem me dera ter coragem para te indicar este caminho e dizer-te "o que lá está, está para ti".

Quem me dera que tu percebesses que fiquei a meio do caminho.

Estagnei...

Congelei...

Não mais continuei.

 

Terá sido a nossa história "um momento inesquecível"?

Será "um amor para recordar"?

 

Há tantas coisas que não sei, que não tenho como saber, que talvez nem tu saibas ou queiras saber.

Mas também tenho certezas.

Como a certeza do amor...

O amor que não sei explicar mas que sei que sinto.

 



publicado por mafalda às 13:17 | link do post | comentar | ver comentários (46)

                                        

 

                                   

 

 

A querida "aminhadortemoteunome" ofereceu-me este lindo selo.

Vou passá-lo a todos os meus queridos amigos:

 

c911eutopias

coisasdecoração

coisasdocoração

divaegugas

lagrimatua

lalunia

pérola

pingodemel

purosinstantes

umdosdemim

bichana

andré marquês

sopadepoemas

 

 

Obrigada, amiga!



publicado por mafalda às 12:26 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

A minha nova amiga "puros*instantes" passou-me um desafio ao qual vou começar a responder.

 

 

Em primeiro lugar tenho de escrever as regras:

 

  - colocar o link da pessoa que nos marcou

  - colocar as regras no blog

  - partilhar seis coisas sem importância para nós

  - marcar seis pessoas no final

  - avisar essas pessoas deixando um comentário nos seus blogs

 

 

Seis coisas sem importância para mim:

 

  - a cor da pele: pessoas são pessoas.

  - situação financeira: gosto das pessoas pelo que elas são e não pelo que elas têm

  - revistas "cor de rosa"

  - o telejornal da tvi (e as novelas da tvi e a programação em geral da tvi)

  - desfiles de moda: a moda somos nós que a fazemos

  - comentários sobre a vida alheia

 

(foi difícil)

 

Agora tenho de passar o desafio a seis pessoas e elas são:

 

  - pérola

  - pingo de mel

  - bichana

  - coisas do coração

  - coisas de coração

  - a minha dor tem o teu nome

 

O desafio vai ficar incompleto pois (ainda) não sei colocar o link.

Espero que me perdoem...

 

 


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publicado por mafalda às 21:03 | link do post | comentar | ver comentários (8)

 

 

                                                 

 

A querida "aminhadortemoteunome" deixou-me este prémio no seu blog... No dia 22 de março.

Desculpa, amiga, escapou-me...

Muito obrigada!!!

Passo a todos que visitam o meu blog.

 



publicado por mafalda às 17:13 | link do post | comentar | ver comentários (4)

A  minha querida "Pérola" deixou-me um desafio no seu blog que não me parece nada fácil.

Terei de responder ao dito desafio... Até aqui tudo bem, mas... As respostas terão de começar pela primeira letra do meu nome.

Para me facilitar as coisas, vou responder como manda o desafio e, também, as respostas que eu daria se não tivesse de começar pela letra do meu nome.

Cá vai:

 

 

Nome: Mafalda

Palavra De Quatro Letras: Meta / Doce

Veículo: Mercedes / Seat (o que eu tenho)

Cidade: Madrid / Vale De Cambra (a minha cidadezinha)

Nome De Rapaz: Mário (curiosamente, ele) / Santiago

Nome De Rapariga: Marlene / Beatriz

Ocupação: Modelista / Escritora (?!)

Peça De Vestuário: Meia / Camisola

Celebridade: Mandela (Nélson) / Ricardo Araújo Pereira

Comida: Massa / Bacalhau À Brás

Algo Que Encontramos No WC: Mercúrio / Espuma Para Cabelos Ondulados "ShockWaves (ah, querida Pérola...)

Uma Razão Para Estar Atrasado(a): Muito Sono (lol)

Animal: Morcego

Parte Do Corpo: Mãos / Olhos

Palavra Que Te Descreve: Mandona (lol) / Visionária 

 

 

Há uma relação entre as respostas que vou explicar:

Mafalda é mesmo o meu nome.

Uma palavra de quatro letras começada por "M" só poderia ser meta... Aquela que cada um de nós quer atingir. Mas "doce" é a minha palavra preferida com quatro letras.

Mercedes é o carro do meu pai... Seat é o meu carrinho.

Quando era mais nova costumava ir passar uns fins de semana a Madrid... Vale de Cambra é uma escolha óbvia.

Mário é o nome dele... Santiago é o nome que eu escolheria para um menino.

Marlene foi uma pessoa que me ensinou muito sobre a vida... Beatriz seria o nome que escolheria para uma menina.

Até gostaria de ser modelista (aquela que faz os moldes) mas ser escritora é o meu sonho.

Meias... Raramente as uso. Camisola... Uso sempre.

O Mandela é, sem dúvida, um grande homem. O "gato" Ricardo foi o primeiro tipo em que pensei mas... Quem não o adora? 

Nunca como massa (só se for enganada)... Bacalhau à Brás é aquele prato...

Mercúrio encontra-se no WC, misturado com os fracos de betadine, alcóol, etc... A espuma "ShockWaves" é a minha nova obsessão.

Muito sono é razão válida para qualquer atraso.

Sempre tive uma fascinação por morcegos.

As mãos são essenciais... Os olhos são o espelho da alma.

Às vezes sou um bocadinho mandona... Visionária: aquele que tem visões ou que julga ver fantasmas ou coisas fantasticas; devaneador; sonhador; utopista (que grande definição...).

 

 

Penso que superei o desafio.

Agora vou ter que pássa-lo... E passo a...

 

 - "aminhadortemoteunome"

 - "coisasdecoração"

 - "DivaeGugas"

 - "lagrimatua"

 


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publicado por mafalda às 14:26 | link do post | comentar | ver comentários (73)

Domingo, 13 de Abril de 2008

 

PROMESSA DOS CÉUS

 

 

 

 

A luz deixou de acender e nada mais me pode iluminar,

A dor acaba com o viver e termina com o dom de sonhar.

Onde está a alegria que dos céus é promessa?

Volto a sentir a angústia de quem não quer sofrer,

E predomina a tristeza que envolve o desejo de morrer.

Onde está a calma que dos céus é promessa?

Pergunto sem ter quem me responder,

Mando tudo para o ar sem de nada querer saber.

As coisas são tão simples e eu faço delas uma grande confusão,

Tudo isto é fantasia, começando pelo próprio coração.

Onde está o meu ser? Isso eu deveria perguntar.

Não é promessa dos céus nem há resposta que se possa imaginar.

É em ti que encontro a alegria, em ti mora a calma,

Ofereces a tranquilidade onde deposito a minha alma.

Tudo é tão fácil que acaba por se tornar num problema

Mas basta abrir os olhos para que a conclusão esteja certa.

Então grito agradecimentos aos céus por cumprirem o que têm vindo a prometer.

És um anjo caído, o responsável pela guarda do meu ser.

 

 

POR UM FIO

 

 

 

Por um fio está a minha vida...

Um fio que vai rompendo, rasgando, até nada sobrar e eu cair no esquecimento permanente.

Estou pendente de pensamentos que não te largam por seres mais do que razão suficiente para me manter acesa .

Por um fio está a minha sanidade.

Um fio muito fino que vai desaparecendo até eu dar por mim no manicómio.

Estou pendente de sentimentos que me levas a sentir por seres muito mais do que explicação para a resposta à minha inteligência.

Por um fio não está o meu amor por ti.

Por um fio não está a consideração que em mim conquistaste.

Por um fio estou eu.

Um fio que não quero cortar para poder continuar ligada a ti.

Estou dependente de pensamentos e sentimentos até então desconhecidos e que só tu és capaz de me oferecer.

 

 

 

ANJO 

 

Anjo moreno faz-me perder a noção,

Amor eterno é realidade e não ilusão.

Anjo menino, doce, belo e delicado,

Desejo consumido por te ter a meu lado.

Anjo luz, reflectes o brilho do luar,

Doce presença consigo contemplar.

Anjo caído dos céus da sobrevivência,

Dor acabada na alegria da consciência.

Anjo feito e abençoado com o resplendor,

És chama no escuro, no frio és o calor.

Anjo, meu anjo, mais não poderia amar,

Fazes-me perder a cabeça e o senso abandonar.

Anjo doce, anjo lindo, anjo que me guarda,

Anjo que amo, a ti ofereço a minha alma.

 



publicado por mafalda às 13:24 | link do post | comentar | ver comentários (23)

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