Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Eis o segundo número pedido pela Pérola:

 

29. Ciclo Da Dor

Caminhos por onde passo, barulhos estranhos, está tão mal tudo aquilo que faço. Escuridão, que invade o ser, fica tão forte esta dor até que chega ao coração, até que o consegue ter. Alma perturbada por tudo aquilo que sente. Espírito atribulado que só por um fio está pendente. Assim descrevo o que quero acabar, não quero ir com a vida para a frente, não quero continuar. Não tenho saída, a morte aproxima-se e de uma vez por todos vai acabar com esta mentira fictícia. Sofrimento acumulado cada vez fica mais forte e mais pesado. Não há maneira desta guerra vencer, continuo entre a morte... Entre viver e morrer. Não há maneira de isto acabar, já nem sei o que é melhor... Não me consigo organizar. É difícil de perceber, é difícil de expressar, tudo o que sinto é difícil, difícil de acreditar. Túneis escuros é tudo o que consigo ver, a vida passa-me à frente e não vejo mais nada... Sinto que o melhor será morrer. Não é fácil escolher entre o caminho para a vida ou então para a morte; não é fácil optar entre o descanso eterno ou o amor, mesmo sentindo esta dor que se cruza comigo e me faz delirar. Apareceste e descontrolaste o sentimento, quebraste o ciclo da dor, fizeste com que eu pensasse duas vezes, prendeste-me à vida e agora é teu todo o meu amor. Tiraste o sofrimento de cima de mim, a incerteza foi embora, o ciclo da dor chegou ao fim. Fizeste-me perceber o que é melhor, fizeste-me distinguir o que é pior, já consigo perceber o que de bom a vida pode ter. Deste-me tudo sem saberes! Agora sei que devo ficar, opto pela cruel e/ou boa realidade; consigo ver a minha porta, é a que tem escrito "Felicidade!".

 



publicado por mafalda às 08:50 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Um dos números pedidos pela minha (nossa) querida amiga Pérola foi o vinte e cinco... Será esse o texto a ser hoje publicado.

Mas antes quero agradecer a todas as pessoas que têm escolhido números e peço desculpas pela demora; publico um texto por dia e chegará a vez de todos, poderão sempre deixar mais pedidos.

 

25. Dormir, Pelo Sono Acabar

A minha vida está sem volta, chamo a morte e nada mais importa. E, porque a dor é grande, desejo morrer, pelo sono acabar. Mato-me em visão de coisas sem forma, tudo o que vejo é ilusão e é nisto que a minha vida se torna: objecto sem sentido, ser que por aí anda perdido. Sou uma alma desfigurada que para sempre tem felicidade acabada. Acho que o que vejo não tem um único significado real, para mim nada faz sentido, para mim tudo é igual. Morrer, dormir, pelo sono acabar; morrer, partir, não mais continuar. Não há nada que se distinga, nada que me preenche e, com um único olhar, devolverias a minha vida e tudo o que me pertence. A minha imagem mostra tudo o que não sou, quero a minha eterna viagem, pela morte vou. Nada é real, tudo nesta vida parece igual, tudo está sem volta e nada mais importa. E, porque não ando aqui a fazer nada, a minha prioridade é morrer, pelo sono acabar, é partir e não mais continuar. E é nisto que a minha vida se torna: objecto sem sentido, ser que por aí anda perdido. E, porque a dor é grande, desejo morrer, pelo sono acabar. Morrer, dormir, pelo sono acabar; morrer, partir, não mais continuar. Nada que se distinga, nada que me preenche, com um único olhar eras capaz de devolver à minha vida tudo que lhe pertence.

 



publicado por mafalda às 12:33 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

A minha querida amiga Pingo de Mel passou-me um desafio que consiste em escrever seis coisas sem importância. Já respondi a um desafio muito parecido com este, portanto, hoje, escolho escrever seis coisas que nunca faço (por não gostar):

 

- calçar sapatos

- manicure

- pintar os lábios

- tomar uma refeição sem ver televisão ou ouvir rádio

- ver novelas

- visitar um blog sem deixar um comentário

 

Vou passar este desafio a quem não o fez mas espero que respondam... Vou já espreitar os vossos blogs!


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publicado por mafalda às 13:21 | link do post | comentar | ver comentários (8)

A pedido da minha querida amiga "lagrima tua", hoje será publicado o texto número 17.

A Pérola já escolheu os números para amanhã mas podem sempre deixar sugestões (mesmo quem já o fez).

Como este texto é dos primeiros, foi escrito em finais do ano 2000.

 

17. Infindável Escuridão

Já é madrugada, não sei o que fazer, sono é o que não me falta mas só penso em morrer. Estou cansada de pensar em ti, em como conseguiste mudar tudo, no quanto significas para mim e em tudo isto que tanto me perturba. Não consigo viver com tanta dor que se trava no meu coração, só me resta escrever e desabafar para esta eterna solidão. Situo-me num lugar perdido, no meu ponto de referência onde nada faz sentido, chamo por ti, demorada ausência, dá paz ao meu espírito, alegra esta tristeza. Abre-te morte para mim, deixa-me na tua casa morar, à minha vida põe um fim, não me faças mais chorar. Agora, que já consegui adormecer, entrei no mundo da ilusão, é frustrante mas só a ti consigo ver, és a luz nesta infindável escuridão. Abre-te morte para mim, deixa-me te acompanhar, à minha angústia põe um fim, anda a mim te juntar. Não consigo viver com tanta dor que se acumula neste meu coração, só me resta escrever e contemplar esta infindável escuridão.



publicado por mafalda às 08:54 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Hoje, a pedido da Bichana, vou publicar o texto número treze.

Eu sei que há uma espécie de superstição em volta deste número (eu própria nasci numa sexta-feira 13) mas este texto foi escrito ao acaso, acho que, quando o escrevi, nem sabia que seria o décimo terceiro.

Não sei a data ao certo, como é habitual, apenas sei que o escrevi entre Agosto e Setembro do longínquo ano de 2000.

Estão à vontade para escolher números.

 

13. O Caminho

O caminho estende-se como convite. É escuro e sombrio; os meus medos acompanham-me passo a passo. Em cada barulho, em cada murmúrio, a assombração cresce sem ser desejada. Estou perdida no centro dos meus próprios sentimentos sem saber para que lado me virar. Para lá dos altos ramos das árvores, apenas vejo a noite eterna que escurece a minha vida em cada segundo que o relógio conta. O meu coração bate mas o meu coração mente. A minha voz grita mas a minha voz não é ouvida. A tua presença, que sempre me acompanha, é o improvável a que me agarro na pouca esperança de me salvar. Mais um passo rumo ao desconhecido, é mais um passo fora de tempo... Morreste-me? Parece-me que nunca chegaste a viver. E o caminho... Este caminho! Onde estou sozinha apesar de sentir o frio da tua presença. A mão... A tua mão! Que não mais me guia! O que é de mim? Miúda pequena de alma assombrada, perdida a caminho do coração, com desejo de conhecer o mundo, agora assustada com vontade de chorar, inquieta e angustiada, sem respostas para dar. Virei as costas à vida? Tenho tanta vontade de o fazer! Parece-me que escolho sempre a direcção errada. O meu coração guia-me mas o meu coração mente. Os meus olhos guiam-me mas os meus olhos estão focados em ti. Para lá de todos os medos imagino uma tranquilidade quase impossivel de existir... Morreste-me? Parece-me que te deixei morrer envolvido nos meus sentimentos sufocantes. E agora... O caminho! Os passos para o cemitério... O fim!

 



publicado por mafalda às 14:06 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Domingo, 4 de Maio de 2008

Não sei ao certo em que dia escrevi o texto que hoje publico mas não tenho dúvidas que terá sido em final do ano 2000, princípio de 2001. É o número 55 e publico por ser o número escolhido pela "coisasdocoracao" (aceitam-se mais sugestões).

Parabéns, querida amiga!

Eu sei que as palavras que se seguem não deverão ser o que esperavas mas, de facto, é o 55 (talvez assim dê para perceber a minha incapacidade de escolher textos para publicar... eles não são grande coisa).

 

55. Curso Da Vida

Escondo-me por baixo de uma cobertura de seda, já não sou aquela que as pessoas julgam conhecer. Vejo o mal em tudo para onde olho e tudo o que mexe são seres que me revoltam. Não vivo neste mundo e nem quero mais viver, não me importo do curso da vida, o que quero é morrer. O tempo passa, os anos correm, cada vez estou pior e nada me comove. Encolho os ombros às mais variadas situações porque não me quero importar mas praguejo orações para a morte me salvar. Não tenho amigos verdadeiros, só pessoas que me tramam, já não sei viver neste mundo que sempre encaro. Não pertenço aqui, não tenho um lugar a que possa chamar "meu", eu só quero ver o fim, o fim do sofrimento. Leva-me e não me deixes cá mais voltar, mostra-me o mundo dos mortos, deixa-me acabar. Sofro a todas as horas sem querer e sem pensar, entro em todas as portas mas só à morte consigo chegar. A vida leva o seu curso e eu tento pará-lo mas não sou assim tão forte ao ponto de alterá-lo. O curso da vida continua e eu quero-me suicidar mas está tudo planeado e o meu destino é continuar. Continuar a sofrer por este mundo desumano, não há amor em ninguém, estão todos mortos e enterrados.

 



publicado por mafalda às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

 

 

97. Anjo Protector

É noite é hora de ir dormir, a morte chama-me, é tempo de partir.

Olho para o céu e resolves aparecer, dás-me esperança de vida e nos teus braços deixo-me adormecer.

Como uma estrela perdida vagueias pela escuridão, iluminas o meu obscuro caminho e refugias-me da solidão.

O meu frágil ser acolhe-te na minha alma, assim ofereces-me paz e sossego, nada mais do que aquilo que eu precisava.

Agora imagino-te a meu lado como meu anjo protector, como um espírito iluminado e adorado, capaz de sarar a minha dor.

Fica comigo para toda a eternidade e nada mais tenho a pedir, salva-me do conflito alma/coração e juntos iremos partir.

Não sei quem sou porque sem ti nada poderá fazer sentido; nem sequer sei onde estou porque és tu o meu único porto de abrigo.

Sentir-te é como possuir a salvação, imaginar-te aqui é como atingir a absolvição.

Deito-me no leito da morte todas as noites mas as tuas palavras conseguem-me despertar; morro dia após dia um pouco mais mas por ti sou capaz de aguentar.

Em cada conversa que temos ganho um pouco mais de alegria, aquelas frases ingénuas e sensatas libertam-me da agonia.

É como se fosses o meu salvador, o ser grandioso que do suicídio me vai salvar; admito que alivias a minha dor e, sim, és o único anjo capaz de me guardar.

Já é madrugada, é quase hora de acordar, fecho os olhos por umas horas porque sei que é contigo que vou sonhar.

 



publicado por mafalda às 14:38 | link do post | comentar | ver comentários (13)

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