Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

"A Walk To Remember"

"O Pequeno Rei Mário"

"O Teu Nome Escrito Com Arroz"

"Missing"

O que tem este texto de diferente?

Ao contrário dos primeiros quatro, não é feito de recordações mas sim de sentimentos...

Sentimentos sentidos no momento...

O chamado "primeira coisa que me vem à cabeça" 

 

Não te parece que o mundo roda ao contrário?

Não te parece que há algo que deixou de funcionar?

Um dos pilares ruiu.

Sinto que o fim está próximo..

Não posso pensar mais, não posso falar mais.

Dou as boas vindas ao silêncio.

A solidão, que sabe tão bem ser minha companheira, alojou-se no coração.

O escuro, onde choro lágrimas incolores e sentidas, é um simples protector dos atentados que cometo sobre mim.

O silêncio... É o mais pesado.

Olha para mim...

Olha para o que ficou...

E não digas nada...

Não quero ouvir, não quero que fales só por falar.

Não quero favores.

Mas não te parece que o universo engoliu a Terra?

Não te parece que os relógios pararam e que tudo o resto não passa de ficção?

Houve alguém que se cansou da vida que não tinha, dos sonhos que não passavam de sonhos...

Houve alguém que desistiu...

Eu?

Porque não?

Porque não poderei fazê-lo?

Tu desistes de mim e eu desisto de mim... Já que não sei desistir de ti.

Se vires bem, se leres com atenção, sou mortal como tu mas há muito tempo que deixei de viver.

Parece história...

Parece mentira!!!

Nunca pensei...

Talvez devesse ter pensado...

Mas não pensei que pudesses ser a pessoa que mais amo e que mais odeio.

Como é estranho...

Como é improvável...

Como é desagradável o raio dos sentimentos!

Que estou eu a escrever?

Eu não te odeio... Talvez fosse mais fácil odiar do que amar.

E eu sei que não sou perfeita, não sou (embora queira ser) aquela alma sábia.

Não sou como tu...

Onde é que errei?

Saberás?

Onde é que falhei?

Respondes?

Onde é que me enganei?

Talvez ao pensar que serias para sempre meu.

Sempre foste meu... De uma maneira que só eu sei ter.

Da mesma maneira que, talvez, nunca aceitaste.

Há tanta coisa que não sei.

A palavra "talvez" começa a parecer-me insuportável...

A expressão "não sei" ultrapassa os limites da minha ignorância.

Só tu és dono da verdade.

Só tu sabes o "porquê".

Só tu tens a chave para este desespero onde vivo trancada.

Dá-me uma hipótese...

E não irei falhar.

Não irei decepcionar-te.

Sou tão ridícula... Tão parva!

Onde é que quero chegar com tudo isto?

A ti?

O que estou a fazer só me condena mais... Só me faz recordar mais de ti e mais e mais e mais...

Até que ponto irei aguentar?

Acho que o deixei de fazer há muito, muito tempo.

De qualquer maneira, e porque já me começa a meter uma certa impressão, terei de dizer-te o quanto continuas a ser importante.

Não o vou fazer de ânimo leve.

Irei ter horas de sufoco a pensar na tua reacção...

Não poderia ser mais fácil?

Somos pessoas... Nada do outro mundo!

Somos pessoas...

Que ideia mais idiota!

A ideia de dizer-te...

Vais condenar-me?

Não o podes fazer pois já atingi o meu limite.

Agora, tudo o que vier é tudo o que virá.

Pior não fica, disso tenho a certeza.

Não sei nada de ti e, não saber nada de ti, é mau.

Pior do que isso, é saber demasiado de mim.

É saber que não vivo sem ti.

É saber que me afundo um pouco mais em cada dia.

É ter a certeza de que não sou capaz de seguir um caminho... Seja ele qual for.

O meu caminho és tu e ponto final.

Ponto final...

Sem paragrafo nem travessão.

Pois é em ti que a minha vida começa e acaba ao mesmo tempo.

É em ti...

E é absurdo ainda não o saberes... Depois de tantas vezes eu o ter dito!

Em que dia?

A que horas?

Virás cá...

A mim só me interessa que venhas...

Nem quero saber do que tenhas para dizer...

Seja bom ou seja mau...

Apenas interessa que saibas... É sempre o que me interessa:

Que saibas, pois mereces sabê-lo.

Tens de saber...

Saber que isto ainda não acabou... Nem tão cedo acabará.

Simplesmente, tens de saber.

E tudo o resto deixará de existir.

Não vou querer estar à tua frente, posso até  nunca mais te ver.

Isso fica em segundo plano.

O importante é saberes... Até porque eu não tenho nada a esconder.

Nunca tive...

E há mais:

Mesmo que já saibas tudo isto, aposto que não sabes que eu escrevi o teu nome no céu.

Era noite, estava frio, era tão escuro...

Mas uma luz brilhava o suficiente para que eu o conseguisse fazer...

Era a luz da esperança... Nunca perdi a esperança.

E foi então que eu escrevi o teu nome...

Apenas o primeiro... Não esqueci que não gostas do segundo.

Rápido, sem meias medidas, sem prestar muita atenção à letra...

Escrevi o teu nome no céu.

É pena que não o tenhas visto.

Nessa noite dormi com algum do descanso que tão bem anda perdido.

Nessa noite sonhei contigo... Como sempre... Mas foi um sonho bom...

Um sonho que me fez acordar lavada em lágrimas... De felicidade!

Felicidade? Que ridícula...

Sei lá eu o que é felicidade.

Então, diz-me:

Não sou tão fácil de odiar?

 



publicado por mafalda às 21:32 | link do post | comentar

18 comentários:
De almadormente a 21 de Abril de 2008 às 22:49
Na verdade é mais fácil odiar quando se tem um coração tão magoado.
Gostei do texto.
Um abraço.


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 10:24
é muito mais fácil odiar mas é pouco provável.
é (por muito que me custe admitir) impossível...
este texto é apenas um desabafo, como escrevi na introdução, limitei-me a escrever aquilo que me vinha à cabeça... é diferente de todos os outros.
obrigada pela visita e pelo comentário.
volta sempre...
beijos.


De Sorrisoduplo a 22 de Abril de 2008 às 08:00
Por vezes tentamos odiar para não amar... mas não vale a pena porque o amor é mais forte...
Não desistas de ti linda...

Bjinho


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 10:26
o amor é muito mais forte, disso não tenho dúvida...
e as tentativas de odiar são sempre em vão pois o amor ganha sempre.
obrigada, querida amiga.
beijinhos.


De Subjectividades a 22 de Abril de 2008 às 09:59
Não não é mais fácil odiar é infinitamente pior!!
Não vás por aí amiga!
" Não sei nada de ti e, não saber de ti é mau. Pior que isso é saber demasiado de mim " desculpa outra vez Jianna mas parece que fui eu que escrevi....
Não te revoltes, não questiones , sente só e não deixes nunca morrer a esperança!

Bjinhos


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 10:30
talvez seja mais fácil mas também é pior e... impossível.
não tens nada que pedir desculpas, eu aprendi que não sou a única com este tipo de sentimentos e, por muito triste que seja, sei que há muitas pessoas que se identificam com aquilo que escrevo.
obrigada pela força.
beijinhos.


De coisasdecoracao a 22 de Abril de 2008 às 10:21
Claro que não, és sim fácil de amar, e é isso que tens que pensar para te sentires forte para a tua luta!!!
Hoje nao te vou escrever outro "testamento", já sabes o que penso...
Só gostava que estivesses bem.
Beijo grande


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 10:38
querida amiga, eu estou bem... isto é apenas um relato de momentos de revolta, quando eu paro para pensar (ainda mais) em tudo e dou comigo revoltada com tudo e com todos... principalmente comigo.
escrevi aquilo que me vinha à cabeça, sabes? este foi o resultado. sinto-me assim muitas vezes e, de todas essas vezes, percebo o quanto posso ser detestável (acredita que o posso ser... e muito).
aceito que não queiras escrever outro testamento (como tu disseste) mas quero que saibas que tens toda a liberdade para o fazer.
sinto-me forte, entendes? mas também sinto o meu coração a esconder-se atrás das palavras e das atitudes. é como se tivesse toda a força do mundo mas, na hora da verdade, apenas me resta o medo (odeio esta palavra, odeio mesmo!).
obrigada pela força... tens-me ajudado muito a reflectir (que é o que eu preciso).
beijinhos.


De coisasdecoracao a 22 de Abril de 2008 às 14:14
Esse medo é normal que o sintas sei que por muito que te diga não vou conseguir fazer com que não o sintas, mas já fico muito contente por saber que te estou a judar a refletires até encontrares a melhor maneira para dares esse passinho, que irá mudar a tua vida, e eu estarei sempre aqui como uma bengala a apoiar-te ok!?
Muitas bjkas


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 15:07
então fica muito contente porque estás a ajudar-me muito.
agradeço-te por isso (e por tudo mais).
obrigada pelo apoio!
beijinhos.


De Bichana a 22 de Abril de 2008 às 11:19
Vim cá deixar um bjnho e dizer para tentares sair desse pântano de sentimentos...os teus sentimentos são genuínos, lindos, mas uma vez que não és correspondida, segue em frente, sem ódio no coração, apenas com atitude e coragem de receber! Com certeza haverá alguém especial por aí que te ajude a fechar esse capítulo da tua vida...


De mafalda a 22 de Abril de 2008 às 11:40
eu tenho uma amiga (Marinha) que costumava dizer: quando deus faz uma panela, faz um testo para ela.
não tenho ódio... por vezes desejo ter... mas não tenho.
será mais fácil odiar mas também é o mais improvável.
revolta... isso sim, tenho para dar e vender.
obrigada, querida amiga.
beijinhos.


De c911eutopias a 2 de Maio de 2008 às 01:40
ODIAR pode ser mais fácil , mas nunca é a resposta certa para nada.bj


De mafalda a 2 de Maio de 2008 às 10:29
isso é verdade, querido amigo.
há uma frase de uma canção que é assim "i still love you, love you, love you, till the point of hate", mas o ódio é sempre abafado pelo amor e, como dizes, não é resposta.
beijos.


De patypinheiro a 19 de Maio de 2008 às 10:30
Alguém especial me disse um dia "A felicidade não é a meta...é o caminho"
Espero que todas estas palavras, dúvidas, sentimentos... cheguem ao destino!


De mafalda a 19 de Maio de 2008 às 13:20
queria mesmo que tudo isto chegasse a ele mas agora acho que já não importa... o tempo passa e o tempo que passou não volta, é tempo a mais.
de qualquer maneira, gostaria que ele lesse isto... não acredito que fosse mudar alguma coisa mas, ao menos, teria conhecimento do quanto foi (e continua a ser) importante para mim.
beijinhos.


De malu a 10 de Novembro de 2009 às 13:28
menina... como há momentos repetidos, tipo cromos na nossa vida... e há tanta gente a passar pelo mesmo, e a nós a doer sempre mais profundo, mais fundo... tanto que achamos ser os únicos a sentir..

identifiquei tanto este teu texto com a minha insanidade emocional de momento que, se me permites vou "roubar"

beijos

e que tudo estabilize, para bem do amor, que merece, e nós também...

malu


De mafalda a 10 de Novembro de 2009 às 22:17
olá, malu.
obrigada pela visita e pelo comentário que me soube tão bem ler ;)

"identifiquei tanto este teu texto com a minha insanidade emocional de momento", disseste... não vou dizer que deves fazer isto ou aquilo, ou que tudo ficará bem, não vou dizer nada! sou a última pessoa de quem deves receber conselhos pois nem a mim eu sei aconselhar... mas uma coisa eu sei: um dia, um belo dia, vai deixar de doer tanto!
a estabilidade acaba por chegar, mais cedo ou mais tarde.
eu, embora uma parte de mim ainda esteja agarrada ao passado, atingi uma "semi-estabilidade" que me permite, pelo menos, viver em sossego.
a ti deixo um enorme beijinho e um igualmente enorme obrigada por teres publicado este meu texto no teu blog (já lá fui espreitar).
espero que estejas bem...


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