Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Em quantos vão?

Começou com o título de uma obra... "A Walk To Remember",

Passou por "O Pequeno Rei Mário",

"O Teu Nome Escrito Com Arroz",

"Missing" e

"Não Seria Mais Fácil Odiar?".

Não acaba por aqui...

 

Lembras-te do caderno?

Aquele caderno onde escrevi os textos que tão bem soubeste como criar em mim...

Continua guardado na gaveta... A terceira gaveta do lado esquerdo... É lá que te guardo.

Sabes como eu sou... Gosto sempre de escrever uma introdução.

Há sempre "a primeira parte", como lhe chamaste.

Se me condenassem à morte e, por consequente, tivesse a hipótese de realizar um último desejo, esse desejo seria o de ter a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, acabarias por ler o caderno.

Este caderno que hoje saiu da gaveta e me faz companhia nesta secretária que por tantas vezes me viu escrever o teu nome.

Não quero abri-lo... Não quero ler aquilo que realmente me és.

Mas não posso fugir disso...

Talvez a introdução seja a verdadeira essência.

Talvez a introdução seja um rápido resumo de tudo o que escrevi nas folhas seguintes.

Talvez leias a introdução e não te seja necessário ler mais.

 

Introdução:

 

"Não sei o que poderás pensar quando começares a ler, não sei se o chegarás a compreender.

Espero que sim.

Espero sempre que compreendas, que não leves a mal, que deixes passar.

A verdade é que nem eu sou capaz de explicar o porquê das frases, dos textos, da pressão, ou até mesmo do sentimento que tenho por ti e que não desaparece... Talvez eu queira que desapareça.

Se eu pudesse, começaria pelo fim.

Diria que estou grata por te ter e também diria que não tenho escolha, que não mando no coração.

E, pronto, era o ponto final.

Nada de explicações, de razões, ou motivos.

Mas há tanto por dizer.

Há tanto que quero que saibas.

Não sei por onde começar.

Talvez seja sensato começar por pedir-te desculpas.

Irás ler coisas menos simpáticas e, de alguma maneira, até chego a acusar-te (vai-se lá saber do quê).

É importante que saibas que são momentos, são sentimentos que me provocas, que vais provocando, e esta é a minha maneira de lidar com isso.

É o meu escape.

É tudo muito baseado na distância, no silêncio; exageros, é certo.

São mil pensamentos, mil sentimentos, que fizeste crescer em mim na inocência de seres quem és, como és.

Por vezes chega a ser ridículo, sem sentido, mas cada um desses textos tem um significado especial.

São passagens só nossas.

É por isso que tenho esta vontade toda de te oferecer essas palavras, seria egoísta se não o fizesse.

E entre o egoísmo e o constrangimento, escolhi o segundo.

É que, por muito contente que eu esteja em partilhar isto contigo, não deixo de sentir uma pontinha de vergonha.

Chega a ser engraçado.

As primeiras frases foram retiradas do livro "Morder-te O Coração" de Patrícia Reis; são frases tão adequadas que parecem assustar.

Depois vem uma série de distintas definições que tenho de ti, de mim sem ti, de nós (se é que posso utilizar esta palavra: "nós").

Não foi por acaso que escolhi este caderno aquela parte do "StarKid" tem tudo que ver contigo.

Cuida bem dele.

Não é que o que lá está escrito seja algo assim de tão extraordinário mas, acima de tudo, é muito pessoal.

Vou tentar entregar-to em mãos, será como uma das últimas frases que por ele se passeiam: "quero entregar a minha vida nas tuas mãos".

Resta-me dizer que isto não é o fim, que nunca acabará.

Terás sempre aquele poder em mim que me fará escrever e escrever. Ainda bem que assim é.

Estou muito grata por te ter desta maneira especial que só eu sei ter, que me permites ter.

Porque eu não mando no meu coração e foi ele, o meu coração, que tão bem te soube escolher".

 

As frases retiradas do livro "Morder-te O Coração" de Patrícia Reis:

 

"Acredita que começar de novo, sem ti, é como ter a consciência exacta da respiração. Tornou-se um exercício penoso de sobrevivência.

Nesta minha vida de cá tenho uma arca de madeira cheia de coisas de que não gostarias, de incompreensões e deveres, de doenças e fracas conquistas.

Vou contar-te tudo, sem mentir, enquanto olho para a árvore cor de rosa de copa perfeita, vou contar-te tudo alto, como se a minha voz pudesse chegar a ti."

 

 

Tanto tempo passou...

Tanto tempo vai passando...

Um dia, resta a esperança...

Um dia irás ler!                                                                                                        



publicado por mafalda às 12:11 | link do post

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